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A importância da ergonomia na construção civil

Muitas vezes negligenciada, a ergonomia na construção civil é muito importante, pois é capaz de prevenir acidentes, diminuir o afastamento por doenças relacionadas ao trabalho, além de diversas outras coisas. Nesse contexto, se você quer saber mais sobre o que é ergonomia, quais são as consequências da ausência de ergonomia em uma obra e quais são as NRs (Normas Regulamentadoras) que regulamentam essa prática, então confira o artigo abaixo, pois nele explicaremos tudo o que você precisa saber.

O que é ergonomia?

A ergonomia nada mais é do que a disciplina que estuda as relações entre os seres humanos e as máquinas. Para essa disciplina, o objetivo final é fazer com que as máquinas (ou ferramentas de trabalho) adaptem-se aos seres humanos e não ao contrário, tornando, assim, mais confortável o uso delas durante o serviço, reduzindo as chances de desenvolver doenças relacionadas ao movimento repetitivo e até mesmo melhorando a saúde dos funcionários.

Hoje em dia, existem diversas Normas Regulamentadoras que procuram incentivar o uso da ergonomia nas relações de trabalho das mais diversas áreas. No entanto, apesar de tamanha importância e de ser regulamentada, a construção civil muitas das vezes negligencia essa parte do projeto, o que pode acarretar em problemas de saúde para os funcionários, riscos de execução e diversas outras coisas.

Por esse motivo, atualmente, o próprio Ministério do Trabalho e Emprego, através de fiscais de campo, costuma autuar pessoas e empresas que não aplicam as normas de ergonomia em suas instalações. Dessa maneira, ao adotar as normas de ergonomia, além diminuir as chances de acontecer acidentes de trabalho ou doenças de trabalho na obra, o proprietário também diminui as chances de ser autuado por um fiscal.

Doenças causadas por problemas de ergonomia (doenças ocupacionais)

Atualmente já se sabe que a ergonomia é uma parte muito importante na execução de algum trabalho e isso pode ser sentido em diversos momentos: pessoas que trabalham muito tempo sentadas, por exemplo, quando usam uma cadeira errada, acabam com dores nas costas. Nesse contexto, os problemas causados pela falta de ergonomia na construção civil podem ser ainda piores.

Isso porque, tendo em vista que trabalhar na construção civil envolve um intenso esforço físico, movimentos repetitivos e até mesmo problemas com ferramentas quebradas ou gastas, esses funcionários passam a ter mais chances de desenvolver algumas doenças. Por exemplo, as que estão citadas abaixo:

  • Insolação, devido à exposição ao sol por muito tempo (vermelhidão, febre, manchas na pele);
  • Doenças contagiosas devido à falta de salubridade no canteiro da obra, por exemplo, leptospirose (doença transmitida por um rato) e hepatite (causada, por exemplo, por ingestão de água contaminada);
  • Pneumoconiose, que é uma doença respiratória causada quando uma pessoa inala partículas de materiais como sílica ou amianto, que ainda são comuns na construção civil. Quando o paciente desenvolve essa doença, dependendo do grau de comprometimento, pode ocorrer complicações que levam a morte;
  • Conjuntivite, que é um problema no olho ocasionado por exposição a luzes infravermelha ou ultravioleta, por exemplo;
  • Problemas de audição, por exemplo, surdez ou perda auditiva, que é ocasionada por exposição contínua ruídos;
  • Dermatite, que é uma doença de pele ocasionada por uso de materiais tóxicos sem proteção adequada (EPI);
  • Entorpecimento e dor, que é causado pelo uso de ferramentas que vibram, por exemplo, furadeiras e parafusadeiras;
  • Artrites ou até mesmo artrose, que são doenças causadas pelo esforço prolongado;
  • LER (Lesões causadas por Esforço Repetitivo) são um conjunto de doenças causadas por movimentos de repetição (por exemplo, apertar parafuso várias vezes, bater com uma marreta várias vezes, entre outras atividades). Entre as doenças que são causadas pela LER, encontramos síndrome do túnel do carpo, bursite, tendinite e muito mais;
  • Lombalgia, que é um problema causado quando o funcionário faz o manuseio de muitas cargas que são pesadas;

O que acontece caso um funcionário desenvolva uma doença causada por falta de ergonomia?

Como explicado anteriormente, a ergonomia é uma prática regulamentada no Brasil e a sua aplicação é exigida pelo Ministério do Trabalho. Por esse motivo, quando um funcionário desenvolve uma doença relacionada à falta de ergonomia, também conhecida como doença ocupacional, configura-se um caso de doença de trabalho, o que exige providências por parte do empregado e do empregador.

Por exemplo, de acordo com a Lei 8213/1991, em primeiro lugar, mesmo que não seja afastado do seu cargo, é preciso que o empregador comunique o seu quadro de saúde para o CAT, que é o órgão de Comunicação de Acidentes do Trabalho (caso isso não seja feito, a empresa pode ser multada). Depois de alertar aos órgãos competentes, o trabalhador deve ir ao SUS tratar essa doença e, caso necessário, pode pedir ao INSS afastamento remunerado pelo período necessário, desde que tenha contribuído com a instituição.

Quais são as NRs que regulamentam a Segurança do Trabalho na Construção Civil?

Para melhorar a vida dos funcionários da Construção Civil, foram criadas algumas Normas Regulamentadoras. Entre elas:

  • NR 4: regulamenta serviços de Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança;
  • NR 18: dá as diretrizes a respeito de medidas de prevenção tanto na construção civil quanto na indústria;
  • NR 17: fala sobre ergonomia na construção civil;

NR 17: Ergonomia na Construção Civil

Como dito anteriormente, a ergonomia é regulamentada por uma NR, mais especificamente pela NR 17. Por meio dela, os órgãos competentes definiram parâmetros sobre a segurança no trabalho, detalhando todas as condições mínimas que um empregado precisa ter para executar o seu serviço com segurança, desempenho, conforto e muito mais. Abaixo, separamos os principais tópicos que essa norma aborda.

  • Sobre o transporte de carga: para que um trabalhador transporte cargas, é preciso oferecer a ele treinamento de segurança; a norma define um peso máximo de transporte;
  • Sobre o ambiente de trabalho: o ambiente deve ser adaptado para a função exercida nele. Por exemplo, se o trabalho for feito sentado, em pé ou de qualquer outra forma, é preciso que o empregador disponibilize o mobiliário necessário para manter a postura correta do trabalhador (por exemplo, cadeiras planejadas para longos períodos sentados, mesas para realizar trabalhos manuais quando o empregado precisar ficar em pé por muito tempo, além de diversas outras coisas que fazem total diferença no dia a dia de uma obra);
  • Sobre os equipamentos usados no trabalho: o equipamento oferecido ao trabalhador deve ser de tal forma que atenda as principais características físicas do funcionário, por exemplo, que respeitem o tamanho, peso, gênero e outras coisas;
  • Sobre as condições ambientais do local de trabalho: essa parte determina a temperatura, velocidade do vento, nível de ruído e nível de umidade mínimos necessários para que haja salubridade no local de trabalho;

Rinaldo Câmara
Sócio-Diretor na LSC Administradora.
Atua há mais de 19 anos na administração de condomínios através de uma gestão estratégica e assertiva. Atua também como sindico profissional, administrando, gerenciando equipes e treinando profissionais da área.

Categorias: Condomínios

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